Companhias

Teatro das Coisas Teatro das Coisas | SÃO PAULO

HISTÓRICO
A Cia. Teatro das Coisas é uma parceria de Claudio Saltini, Henrique Sitchin e Verônica Gershman. Esses artistas se juntaram para criar espetáculos com a linguagem do Teatro de Objetos destinados ao público infantil. Dessa parceria, resultaram os espetáculos Guarda Zool, Inzôonia e Zoo-Ilógico. Todos os espetáculos receberam prêmio e foram muito elogiados pela crítica especializada. Claudio Saltini, responsável pelos espetáculos Inzôonia e Guarda Zool, dedica-se, desde 1999, à pesquisa do Teatro de Animação, destacando-se pela qualidade de seus espetáculos e pela busca constante de inovações técnicas e plásticas. Atualmente, junto à sua esposa, Teka Queiroz, conta com a colaboração de doze artistas, entre eles: Raniere Guerra, Sandro Gattone, Erik Tranquelin, Josy Nascimento e Giseli Lourenço.

ESPETÁCULO: CIRCO DE COISAS

OBJETOS: Prendendor de roupa, macaco hidráulico e liquidificador
AUTORIA: Raniere Guerra
DIREÇÃO: Teka Queiroz
ELENCO: Claudio Saltini, Sandro Gattone
DURAÇÃO: 40 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Para criar o espetáculo Circo de Coisas, foi retirado o rótulo dos objetos, e, ao olhar para eles, os atores perceberam que cada objeto escondia uma história, uma vocação diferente daquela que os rótulos lhes convencionavam. Assim descobriram suas verdadeiras vocações. Em Circo de Coisas, os objetos falaram sobre os seus sonhos. Como, por exemplo, o pregador de roupas, que, na verdade, é um equilibrista que brinca no varal, como numa corda bamba. Uma rolha, cujo desejo é o de voar, vira um homem-bala lançado ao ar por uma garrafa de champanhe. O Homem mais Forte do Mundo – um macaco hidráulico – esconde-se numa borracharia levantando carros! Foi assim que descobrimos que os objetos eram, na realidade, artistas de circo.

ESPETÁCULO: GUARDA ZOOL

OBJETOS: Brinquedos de praia, baldes, toalhas e guarda-sol
AUTORIA: Claudio Saltini e Henrique Sitchin
DIREÇÃO: Claudio Saltini e Henrique Sitchin
ELENCO: Nilton Marques, Sandro Gattone e João Nascimento
DURAÇÃO: 50 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Guarda Zool conta a história de dois amigos atrapalhados que se preparam para um dia de passeio na praia. Ao pisarem na areia, a confusão começa e só termina no fim do espetáculo, sem que os atores saiam de cena um só segundo. Os limites do “Isso pode” e “Isso não pode”, tão caros entre pais e filhos, temperam com comicidade os diversos conflitos do espetáculo. Guarda Zool não somente recria o ambiente da praia, mas oferece um novo olhar sobre as diversidades lúdicas com que as crianças, e aqueles que já foram crianças, representam o mundo, com suas inocentes e divertidas brincadeiras!

Cia Gente Falante Cia Gente Falante | Brasil

HISTÓRICO
A Cia. Gente Falante Teatro de Bonecos foi criada em 1991 e, desde então, já participou de vários festivais de teatro, dentro e fora do País. Em 24 anos de trabalho, desenvolveu pesquisas sobre a linguagem do Teatro de Animação e atuou em várias áreas, como teatro, TV, publicidade, cinema, terapia hospitalar, literatura e contação de histórias. Hoje, conta com um repertório que inclui espetáculos infantis e adultos, peças de rua, performances e apresentações premiadas.

ESPETÁCULO: LOUÇA CINDERELA

OBJETOS: Objetos de chá (louças, pratos e xícaras)
AUTORIA: Cia. Gente Falante

DIREÇÃO: Liane Venturella
ELENCO: Paulo Fontes
DURAÇÃO: 15 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Inspirada na clássica obra dos Irmãos Grimm, a adaptação da Cia. Gente Falante reconta a história da Gata Borralheira durante um tradicional chá das cinco. Quem faz o papel da Cinderela é uma xícara comum, sem adornos ou valor histórico, mas que carrega sempre um conteúdo especial: chás aromáticos ou curativos que acolhem quem precisa de um pouco de calor. Em cena, atores vestidos de garçom manipulam os objetos de chá e até usam as louças para interferir na iluminação de uma maneira bem criativa.

Peter Ketturkat Peter Ketturkat | Alemanha

HISTÓRICO
Peter Ketturkat, escultor e cenógrafo alemão, começou a sua pesquisa com os objetos em 1979, quando decidiu pesquisar novas formas teatrais através da descoberta de materiais e objetos do uso cotidiano. A sua busca está em encontrar a poesia dos objetos.

ESPETÁCULO: A COZINHA LOUCA

OBJETOS: Objetos de cozinha
AUTORIA: Peter Ketturkat

DIREÇÃO: Peter Ketturkat
ELENCO: Peter Ketturkat
DURAÇÃO: 40 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: A Cozinha Louca é um curioso desfile em que os objetos de cozinha se transformam em seres fantásticos, que divertem o público adulto e infantil através da sua dinâmica, do seu ritmo e dos seus sons.

Fernán Cardama Fernán Cardama | ARGENTINA

HISTÓRICO
Fundada em 2003, a Cia. Fernán Cardama explora diferentes formas de expressão a partir da relação entre o trabalho do ator e o objeto.

ESPETÁCULO: HISTÓRIAS DE MEIA-SOLA

OBJETOS: Sapatos
AUTORIA: Fernán Cardama
DIREÇÃO: Claudio Hochman
ELENCO: Fernán Cardama
DURAÇÃO: 40 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Existem sapatos pequenos, grandes, valentes, apaixonados, otimistas, solidários, de histórias infantis. Não são todos iguais: cada sapato tem o seu cheiro, a sua música e a sua história. Aquiles Petruchelli, sapateiro, sabe disso muito bem. O espetáculo começa. O barman, então, utilizando-se apenas e tão somente dos objetos existentes em um bar, nos contará uma história macarrônica, cheiro, a sua música e a sua história. Aquiles Petruchelli, sapateiro, sabe disso muito bem. Em sua loja, A Felicidade a Seus Pés, compartilha essas histórias com todos os clientes e revela uma outra forma de olhar a vida, oferecendo os seus serviços, com meia-sola e sorriso novos.

ESPETÁCULO: A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS

OBJETOS: Brinquedos
AUTORIA: Fernán Cardama
DIREÇÃO: Claudio Hochman
ELENCO: Fernán Cardama
DURAÇÃO: 43 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 6 anos

SINOPSE: A Volta ao Mundo em 80 Dias é um dos clássicos mais importantes da literatura infantil. Entretanto, é possível narrar essa história em 43 minutos e 55 segundos. Passpartout – o mordomo do senhor Phileas Fogg – consegue essa proeza com uma coleção de brinquedos antigos. Tem somente esse tempo – nem 1 minuto a mais nem 1 minuto a menos -, pois só pode fazê-lo enquanto o seu patrão, o dono da coleção, tira a soneca da tarde. Será que vai conseguir? O público acompanhará atentamente essa aventura de narrar como ele e o seu patrão conseguiram dar a volta ao mundo em 80 dias.

La Chana Teatro La Chana Teatro | Espanha

HISTÓRICO
A companhia La Chana Teatro foi fundada em 1987. Seu trabalho está fundamentado na metáfora da relação do objeto com a palavra, o espaço e o trabalho do ator.

ESPETÁCULO: O PEQUENO VULGAR

OBJETOS: Peças de xadrez, brinquedos de pano, luva de plástico e sinos de metal
AUTORIA: Jaime Santos
DIREÇÃO: Jaime Santos
ELENCO: Jaime Santos
DURAÇÃO: 45 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Era uma vez uma princesinha triste que morava em um reino triste. O reino era triste porque a princesa estava triste. Da sua janela triste, podiam-se ver o mar triste e um povoadozinho triste, o único que ainda restava no reino triste. Entre as casinhas tristes, destacava-se uma especialmente triste, com um armário triste, uma mesinha triste e uma cama triste, na qual dormia um menino comum, vulgar, o Pequeno Vulgar. Nem tristeza, nem mandingas, o nosso menino comum, o Pequeno Vulgar, que, com pão ou sem pão, se chamava João. O Pequeno Vulgar é um espetáculo para o público infantil e familiar. É uma encenação livre, com objetos, do conto Epaminondas . Sobre uma mesa, o manipulador cria um mundo com peças de xadrez e objetos onde o Pequeno Vulgar, o protagonista, sofre em diferentes trabalhos pelos quais vai passando. De maneira rimada, articulada, arredondada, reta e inclinada como uma gargalhada, é apresentada a vida de um pobre menino que mora num reino triste.

ESPETÁCULO: ENTRE DILÚVIOS

OBJETOS: Objetos inusitados, penico, pedaços de madeira, caixas de cigarro, latas de refrigerante e frutas AUTORIA: Jaime Santos
DIREÇÃO: Jaime Santos
ELENCO: Jaime Santos
DURAÇÃO: 50 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Adulto

SINOPSE: A companhia La Chana Teatro apresenta Entre Dilúvios, uma curiosa abordagem do Teatro de Objetos com um texto cheio de humor. Os dilúvios deram lugar à morte e à vida… A proposta dessa montagem é contar histórias – com objetos e palavras, de uma forma poética e absurda – sobre alguns conflitos fundamentais do ser humano a partir de passagens bíblicas, como a da Criação, do Paraíso, de Caim e Abel, de Sodoma e da Arca de Noé.

Para se ter uma ideia do sentido de humor dessa proposta, segue um trecho do texto de Jaime Santos:

“Noé, em hebraico, significa descanso. A Bíblia diz que ele teve o seu primeiro filho quando tinha 500 anos (uma idade um pouco avançada), e ele não teve um, mas três. Educar três crianças aos 500 anos deve ter sido um trabalho terrível, mas, se, depois disso, o Criador ainda lhe impôs a condição de ser o pai da nova humanidade após o dilúvio universal, ninguém pode-se admirar de que ele tenha sido o primeiro bêbado da História”.

Rocamora Rocamora | ESPANHA

HISTÓRICO
A companhia Rocamora foi fundada por Carles Cañellas, em 1982, na Itália. Desde 1987, conta com a colaboração de Susanna Rodríguez. A Companhia se apresentou em 230 festivais de teatro de 15 países em 3 continentes. Criou 13 espetáculos e recebeu prêmios muito importantes, entre eles o prêmio de reconhecimento da carreira La Luna d’Argento 2004, outorgado pelo Festival Internazionale del Teatro di Figura La Luna è Azzurra, de San Miniato (Pisa), Itália. Carles Cañellas foi professor titular do Institut del Teatre de Barcelona de 2005 a 2006.

ESPETÁCULO: PEQUENOS SUICÍDIOS

OBJETOS: Um sal de fruta, uma semente e fósforos AUTORIA: Gyula Molnár
DIREÇÃO: Gyula Molnár e Carles Cañellas

ELENCO: Carles Cañellas
DURAÇÃO: 55 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Adulto

SINOPSE: Pequenos Suicídios é uma adaptação de Carles Cañellas para o original de Gyula Molnár, criadora do primeiro espetáculo de Teatro de Objetos, na década de 1980. Com sarcasmo e muito drama, a tragicomédia dá o tom à apresentação, que fala de amor e do passar do tempo. São histórias inusitadas sobre o suicídio de pequenos objetos, como o afogamento de um sal de fruta em um copo de água e a ardente paixão entre uma semente brasileira e um palito de fósforo sueco, que, de tanto amor, consomem-se em cena. Mas, apesar das cenas divertidas e engraçadas, Pequenos Suicídios é uma obra adulta, porque não deixa de lado temas incômodos, como a morte e a finitude.

BEAU GESTE BEAU GESTE | França

HISTÓRICO
Beau Geste foi criada em 1981, por sete dançarinos saídos do Centro Nacional de Dança Contemporânea, dirigido então pelo coreógrafo americano Alwin Nikolais. A companhia encenou espetáculos como Désir-Désir, Strada Fox e Princes de Paris. Em 1985, Beau Geste se associa à Cia. Lolita para montar o espetáculo Zoopsie Comedi, um grande sucesso na França e em outros países. Em 1991, se reestrutura sob a forma de um trio formado por Christine Erbé e Philippe Priasso, com a direção artística de Dominique Boivin.

ESPETÁCULO: TRANSPORTE EXCEPCIONAL

OBJETOS: Retroescavadeira
AUTORIA: Cia. Beau Geste
DIREÇÃO: Dominique Boivin

ELENCO: Philippe Priasso
DURAÇÃO: 20 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: O espetáculo conta com o bailarino Philippe Priasso, que faz um dueto com uma retroescavadeira. Essa máquina gigante, tão relacionada à destruição, apresenta-se diferente, com gentileza e elegância, absorvendo o movimento da dança e conduzindo com leveza o seu par.

THÉÂTRE DE CUISINE THÉÂTRE DE CUISINE | FRANÇA

HISTÓRICO
Fundada por Christian Carrignon e Katy Deville, em 1979, quando estrearam o espetáculo de Teatro de Objetos Théâtre de Cuisine e deram o mesmo nome à companhia. Criaram um repertório a partir de textos como Barba Azul, Robinson Crusoé, Macbeth e algumas histórias de Júlio Verne. O termo Teatro de Objetos foi pronunciado pela primeira vez por Katy Deville. Théâtre de Cuisine se dedica a difundir o Teatro de Objetos realizando oficinas, espetáculos e conferências.

ESPETÁCULO: 20 MINUTOS SOB O MAR

OBJETOS: Brinquedos em miniatura AUTORIA: Katy Deville
DIREÇÃO: Katy Deville

ELENCO: Katy Deville
DURAÇÃO: 20 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Adulto

SINOPSE: Dentro de um aquário, ou melhor, no fundo do oceano, um mundo de sonhos e de pesadelos evolui em todas as direções. Katy Deville começa o espetáculo cantando canções famosas sobre o mar, revelando mitos e fantasias. Em apenas 20 minutos, ela vai do bom humor ao nonsense, da delicadeza ao terror, manipulando pequenos objetos feitos em miniatura. São peixinhos de tecido, navios e até monstros terríveis capazes de devorar inocentes banhistas.

TAMTAM OBJEKTENTHEATER TAMTAM OBJEKTENTHEATER | HOLANDA

HISTÓRICO
Fundada em 1979, a Tamtam desenvolve um teatro com um estilo muito pessoal do ponto de vista da dramaturgia e da estética. É formada por Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande, que, com objetos, imagens, sons, música e um humor absurdo, criam histórias desenvolvendo um Teatro de Objetos muito particular. Com os seus espetáculos, eles têm circulado por festivais de 22 países.

ESPETÁCULO: TER OU NÃO TER

OBJETOS: Ferramentas
AUTORIA: Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande
DIREÇÃO: Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande

ELENCO: Gérard Schiphorst e Marije Van der Sande
DURAÇÃO: 35 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 5 anos +

SINOPSE: Em Ter ou Não Ter, o grupo holandês Tamtam combina ferramentas, areia e penas para falar de sentimentos que todos nós conhecemos. O espetáculo é um conto cheio de belas imagens e com uma sonoridade surpreendente. Nele, a avidez, o ciúme, a temeridade, o egoísmo, a estupidez e várias outras emoções humanas viram os personagens principais de uma história inteligente e bem-humorada, criada para provocar o espectador do início ao fim da apresentação.

La Voce Delle Cose La Voce Delle Cose | ITÁLIA

HISTÓRICO
Trabalhando, desde 1978, sob diferentes nomes – Assondelli&Stecchettoni, Centro Teatro di Figura, Arrivano dal Mare! –, Paola Serafine e Luì Angelini são muito conhecidos e respeitados mundialmente no universo do Teatro de Animação. Em 2003, assumem o nome La Voce delle Cose (A Voz das Coisas) e passam a dedicar-se especialmente àquele que era o seu trabalho mais particular, o Teatro de Objetos.

ESPETÁCULO: MÁQUINAS PARA O TEATRO INCONSCIENTE

OBJETOS:
Instalação com objetos cotidianos.
DIREÇÃO: Luì Angelini e Paola Serafine
CLASSIFICAÇÃO: 6 anos
DURAÇÃO: 3 a 5 minutos por dupla de pessoas

RESUMO: O Teatro de Objetos é um dos campos mais modernos e inexplorados do Teatro de Animação. Fascinante por provocar, ao mesmo tempo, estranheza e familiaridade, não se vale de bonecos, mas de objetos do dia a dia como personagens e cenários de suas histórias e criações.

Em 2000, a companhia La Voce delle Cose criou as Máquinas para o Teatro Inconsciente, conhecidas simplesmente como MTIs. Pondo os assistentes no papel de artistas ou espectadores, essas MTIs terminam por constituir-se em instalações cênicas, microespetáculos, objetos, brinquedos, meios de entretenimento, experiências didáticas e, mais que tudo, em um instrumento experimental de reflexão dramatúrgica particularmente poderoso.

GRUPO XPTO GRUPO XPTO

PINIBAC: Durante todo o FITO, para celebrar com o público, acontece um desfile alegórico e performático, composto por músicos e atores que transformam bacias, penicos e utensílios de banho em instrumentos musicais. Tudo maestrado pelo percussionista Naná Vasconcelos e por sua “banda de objetos”, acompanhados também pelos grupos de percussão alagoanos Orquestra de Tambores e Magote de Cabriolé.

DUCHAMP: Uma vez por tarde, no intervalo dos espetáculos das salas-teatro, acontece uma encenação teatral e musical em que cinco artistas interagem com bancos de rodinha e rodas de bicicleta. Uma homenagem ao artista plástico Marcel Duchamp.

AVIÕES: Uma vez por tarde, no intervalo dos espetáculos das salas-teatro, acontece uma encenação teatral e musical com escadas. Nela, cinco artistas interpretam operários da construção, tentando chegar mais alto ao subir os degraus de modo convencional. Tudo muda quando descobrem que podem ir muito mais alto ao enxergar as escadas da obra de um jeito diferente, usando os objetos como suas próprias asas.

LAGO DOS CISNES: Uma vez por tarde, no intervalo dos espetáculos das salas-teatro, acontece o baile dos saca-rolhas brancos. Inspirado nos cisnes do famoso balé, atores dançam com objetos como se fossem bailarinas clássicas um tanto quanto irreverentes.

CARRINHOS DE BEBÊ: Durante todo o FITO, cinco atores trajados com roupas de época andam no meio do público com carrinhos de bebê antigos. De tanto em tanto, retiram do carrinho um “ser” embrulhado em cobertores que, ao ser desvendado, revela-se um estranho objeto. A partir desses objetos, os atores interagem com o público do FITO.

A ILHA: Durante todo o FITO, um ator arrasta no meio do público uma ilha sobre rodas com uma palmeira cheia de telefones celulares. O ator realiza selfies o tempo todo em frente à sua ilha pessoal.

OBJETOS: Bancos e rodas de bicicleta, escadas de alumínio, saca-rolhas gigantes e carrinhos de bebê antigos DIREÇÃO ARTÍSTICA: Osvaldo Gabrieli
DIREÇÃO MUSICAL: Beto Firmino
ELENCO: Tay Lopes, Sergio Pupo, João Andrade, Rafael D’Avila, Marcelo Callegaro, Michael Nunes, Bruno Caetano
DURAÇÃO: de 7 a 10 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

NANÁ VASCONCELOS NANÁ VASCONCELOS

O percussionista Naná Vasconcelos, reconhecido e consagrado como o principal nome da percussão mundial, nasceu no Recife, em 1944. Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo – morou em Paris e Nova York –, as influências de sua terra continuam presentes. Foi por oito vezes consecutivas vencedor do Grammy, aclamado como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat e está incluído na Árvore Genealógica da História do Jazz Americano.

O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento. Fez apresentações por Nova York e pela Europa e foi parceiro de músicos como o saxofonista argentino Gato Barbieri e o pianista e compositor Egberto Gismonti. Formou o grupo Codona, com Don Cherry e Collin Walcott, e gravou e fez turnê com a banda do guitarrista Pat Metheny. Gravou com B. B. King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com o grupo de rock americano Talking Heads, liderado por David Byrne. Também trabalhou nas trilhas dos filmes Procura-se Susan Desesperadamente, de Susan Seidelman; Down By Law, do cultuado diretor Jim Jarmusch; e Amazonas, de Mika Kaurismäki. Fez participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros. Também convidou a cantora africana Angelique Kidjo e o grupo norte-americano Stomp para a abertura oficial do Carnaval do Recife, comandado pelo músico há 10 anos.

Pinibac é um projeto de invenção, criação e construção de um instrumento ou instalação sonora feito com objetos domésticos: penicos, bacias e utensílios de banho. O trabalho abre uma nova dimensão musical, rítmica e melódica. É um work in progress feito especialmente para o FITO.

“O convite do FITO aguça o meu intelecto para ir em frente com a liberdade imprevisível que existe na criação. FITO é arte nos dias de hoje. É arte do povo. É a arte que sai do povo.”

TOM ZÉ TOM ZÉ

MÚSICA/CONTRAMÚSICA
Inventor do sampler brasileiro, em 1978, Tom Zé é um artista em constante busca pelo experimental. Suas letras, influenciadas pela poesia concreta, privilegiam o essencial, e algumas, a síntese. A originalidade de seus arranjos e a riqueza rítmica de suas composições o transformaram num dos mais irônicos e irreverentes criadores do Brasil. Ampliando os limites da canção popular, expressa, a um só tempo, rudimentaridade e alta tecnologia, realidade virtual e sonoridade naïf.

A carreira de Tom Zé se modificou depois de seu disco Todos os Olhos. Suas inovações o afastaram dos meios de comunicação. Foi um exílio necessário para que ele aprofundasse os novos caminhos que acabaram por levá-lo à cena internacional e ao reconhecimento não só da crítica, como também do público jovem atual.

Enquanto inventava novos percursos musicais, novas formas de ver o samba, voltando-se para a questão feminina, em Estudando o Pagode, ele escreveu, já nos anos 1990, livros e textos e participou da antologia Liberdade até Agora, abrindo-a com seu conto Solto com Vixnu, entre autores como Mário de Andrade e Clarice Lispector. O reconhecimento crítico mostra-se nos prêmios: Shell, APCA, Cidadão-Artista e outros. Veio a público recentemente, nos EUA, uma seleta discografia sua em vinil, Studies of Tom Zé – Explaining Things So I Can Confuse You.

Tom Zé preparou em 2012 um novo disco de canções inéditas, Tropicália Lixo Lógico, com participação de alguns jovens artistas; são músicas- pensamento sobre o grande tema do compositor, que é o Brasil. Tom Zé incorporou às canções de trabalho do povo de sua terra, elementos de música erudita e de vanguarda. Em seus arranjos e suas orquestrações, acrescentou liquidificadores, rádios, máquinas de escrever, enceradeiras, gravadores, teclados e garrafas. O show Música/Contramúsica é a síntese desse trabalho apresentado no FITO.

SIDNEI CARIA SIDNEI CARIA

ESPETÁCULO: BANHISTA

OBJETOS: Banheiras e objetos diversos
ELENCO: Sidnei Caria
DURAÇÃO: Integral
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE: Durante todo o FITO, um personagem criado para o projeto interage com as pessoas que aguardam os espetáculos. Essa figura, o mergulhador, tem como palco uma banheira cheia de objetos. Dentro dela, ele brinca com as coisas e com a plateia de forma lúdica, lembrando as brincadeiras que as crianças normalmente fazem na hora do banho.

GRUPO SOBREVENTO GRUPO SOBREVENTO

HISTÓRICO
O Sobrevento é considerado, internacionalmente, um dos maiores expoentes brasileiros do Teatro de Animação. Desenvolve, convidavam alguns espectadores a participarem da cena. Desenvolve desde 1986, um trabalho contínuo que integra a apresentação de espetáculos, realização e curadoria de festivais e eventos, além de diferentes atividades de formação e difusão do Teatro de Bonecos. Desde 2010, vem focando sua pesquisa no Teatro de Objetos, linguagem artística que propõe o uso de objetos prontos no lugar de bonecos construídos para a cena. O grupo vem trazendo ao Brasil os maiores nomes da área. Tem promovido festivais, oficinas, palestras e debates com os criadores mais representativos da linguagem. Explorou diferentes relações com o público a partir do Teatro de Objetos, confundindo fronteiras, rasgando rótulos, criando encontros artísticos intensos e raros a cada montagem, como nos espetáculos Bailarina (para bebês), São Manuel Bueno, Mártir, Sala de Estar, Eu Tenho uma História e Só.

ESPETÁCULO:
EU TENHO UMA HISTÓRIA

OBJETOS: Barquinhos de madeira, toalhas de renda, camisa de força, pincéis, flores, agulha, conchinhas, máquina fotográfica e cartas AUTORIA: Luiz André Cherubini, Sandra Vargas, Maurício Santana, Daniel Viana, Sueli Andrade e Liana Yuri

AUTORIA: Luiz André Cherubini, Sandra Vargas, Maurício Santana, Daniel Viana, Sueli Andrade e Liana Yuri
DIREÇÃO: Luiz André Cherubini e Sandra Vargas
ELENCO: Sandra Vargas, Maurício Santana, Daniel Viana, Sueli Andrade e Liana Yuri
DURAÇÃO: Cada cena dura aproximadamente 10 minutos
CLASSIFICAÇÃO: Livre

SINOPSE
 Eu Tenho Uma História é uma laboriosa pesquisa histórica sobre personagens ilustres e momentos marcantes em sua respectiva cidade. Em cenas curtas, os objetos retratam sonhos, frustrações e a agitação de quem ajudou a fazer das cidades o que elas são hoje.